Equador Concede Asilo a Assange, mas Reino Unido nega Salvo-Conduto

Nesta quinta feira o governo equatoriano confirmou que concederá asilo político a Julian Assange, ciberativista e criador do WikiLeaks. Para o governo de Rafael Correa, Washington pretende fazer um processo secreto e injusto contra Assange.

Ricardo Patiño, ministro de Relações Exteriores do Equador, ao fazer o anúncio do asilo, afirmou que os Estados Unidos tem interesse em extraditar Assange após seu julgamento na Suécia, onde se defende da acusação de estupro.

Para Assange essa é uma “vitória histórica”

“Apesar de a decisão de hoje representar uma vitória histórica, nossos problemas acabam de começar. A investigação sem precedentes dos Estados Unidos contra o WikiLeaks deve parar” Disse ele após a conformação da concessão, e chamou ao Equador de  “valente nação independente latino-americana”

Reino Unido mostra decepção com a decisão.

“Estamos desapontados com a declaração do ministro de Relações Exteriores do Equador, de que o país ofereceu asilo político a Julian Assange”. Afirmou o porta voz do ministério de Relações Exteriores Britânico.

William Hague, chanceler do Reino Unido, afirmou ainda que não vai conceder salvo-conduto para que Assange saia da Inglaterra. Disse que “não há base legal” para permitir a saída do ativista, a quem acusa de usar o asilo político para fugir das acusações de estupro.

Do outro lado, Baltasar Garzón, advogado de Assange, promete entrar na justiça internacional caso a Grã Bretanha não deixe o fundador do WikiLeaks sair do país.

“O que o Reino Unido tem que fazer é aplicar as obrigações diplomáticas da Convenção do Refugiado e deixá-lo sair, concedendo a ele um salvo-conduto. Do contrário, iremos à Corte Internacional de Justiça” disse o Advogado.

[UOL1, UOL2 e Folha de São Paulo]