Artistas não conseguem retirar músicas piratas suas das lojas virtuais do Google, Apple e Microsoft

Poste na internet algo do qual não seja detentor dos direitos autorais, e não vai demorar muito até que retirem do ar, e talvez ainda receba uma ameaça de processo. Mas parece que a história é diferente quando quem oferece conteúdo pirata são as grandes lojas virtuais.

Sabe aquela velha desculpa da indústria fonográfica de que os artistas estão deixando de ser remunerados? O site TorrentFreak publicou nessa terça feira (16) alguns relatos que fazem esse argumento ir por água abaixo.

A matéria cita Benn Jordan, que após ver o iTunes vendendo seu álbum sem lhe repassar nenhum centavo dos lucros obtidos, decidiu colocar todas suas músicas de graça em sites de torrent.

Mas agora a história é outra, Jordan descobriu recentemente que um músico desconhecido chamado de “Inventor”, pegou uma de suas músicas mais populares, colocou uns sons de pássaros no fundo, acrescentou “Remix” ao nome, e passou a vendê-la nas mais famosas lojas virtuais.

Inicialmente Jordan tentou contactar a gravadora do “Inventor” para solucionar o problema, mas não teve sucesso. Porém ele não se preocupou, porque, ele acreditava que hoje em dia a maioria dos serviços respondem rapidamente a pedidos de retirada de conteúdo, bastaria registrar uma violação de DMCA (Digital Millennium Copyright Act) e estaria tudo resolvido. Afinal ele mesmo já sofreu com esses pedidos.

Algum tempo atrás Jordan foi alertado por engano pelo Google de que estaria infringindo direitos autorais ao publicar suas próprias músicas. Não que isso tenha sido uma experiência boa, mas agora pensava quee teria esse rigos com relação a proteção dos direitos autorais, a seu favor. E então decidiu notificar todas as lojas virtuais de música para que retirassem suas músicas piratas do ar.

Mas novamente Jordan não foi bem sucedido. Ele contactou iTunes, , Google, Microsoft, Rhapsody, Emusic, Junodownload, Spotify, entre outras, nenhuma delas atendeu a solicitação, nem sequer se dispuseram a investigar o caso.

“Eles se preocupam com o lucro, e ser o maior vendedor. E imagino que para eles, pagar salario para um artista é um desperdício, pois  com esse dinheiro poderiam estar pagando para alguém que trabalha com desenvolvimento ou marketing” disse Jordan.

“A próxima vez que você receber uma carta do seu provedor te ameaçando a respeito do seu download ilegal de música, ou a próxima vez que sua conta no YouTube for banida por usar um clip do Megadeth como fundo para seu vídeo de um esquilo comendo Chex Mix, lembre-se que do outro lado da transação, todo esse bullying não serve de nada se você não for associado à RIAA”

“Essas empresas estão dispostas a te enfiar 1.000 advogados goela abaixo se você compartilhar música, mas ele nem sequer respondem a uma notificação legal sobre roubo e pirataria musical de verdade.” concluiu Jordan.